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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

20 anos de PRÉMIO NOBEL atribuído a JOSÉ SARAMAGO



N​o dia 8 de outubro de 199 JOSÉ SARAMAGO tornou-se o primeiro, e até agora único, Prémio Nobel de Literatura em língua portuguesa.
​Agora, passadas duas décadas, uma série de iniciativas pretende recordar esse momento histórico para a literatura lusófona, celebrando o Prémio e o Escritor que o recebeu.

A Fundação José Saramago organiza ou co-organiza várias dessas atividades, tanto em Portugal como noutras partes do mundo. As celebrações arrancam nos dias 6 e 7 de outubro, com uma iniciativa organizada pelo Gabinete do Primeiro-Ministro em conjunto com a Fundação: o Primeiro-Ministro António Costa irá visitar lugares emblemáticos da vida e obra de José Saramago: Lanzarote, Azinhaga e Lisboa. Em Lanzarote, a visita contará com a presença do chefe de governo de Espanha, Pedro Sánchez.

Entre os dias 8 e 10 de outubro, em Coimbra, terá lugar o Congresso Internacional «José Saramago: 20 anos com o Prémio Nobel», coordenado pelo Professor Carlos Reis, que conta com 6 dezenas de comunicações e mais de 300 participantes. No primeiro dia do Congresso será apresentado o livro Último Caderno de Lanzarote (edição da Porto Editora), inédito de José Saramago.

Este livro será depois apresentado em Lisboa, a 12 de outubro, dia em que a Biblioteca Nacional de Portugal inaugura uma exposição documental dedicada a José Saramago. Esta sessão será também de apresentação de Um país levantado em alegria, de Ricardo Viel, que conta os bastidores dos dias que antecederam e que se seguiram ao anúncio do Prémio.

A 15 de dezembro, encerrando as comemorações, o Grande Auditório da Culturgest será palco da estreia mundial da sinfonia Memorial, composta por António Pinho Vargas, baseada em três romances de José Saramago e de celebração também dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Além de Lisboa, no Porto, em Madrid, Guadalajara, Belém do Pará, Vigo, Lanzarote, Azinhaga e em muitos outros cantos do mundo, José Saramago e a língua portuguesa serão celebrados.

(...)

Abaixo, deixamos a agenda das iniciativas programadas para a celebração dos 20 anos do Nobel. 

Agenda 20 anos Nobel http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/20-anos-do-Nobel-a-Jos%c3%a9-Saramago.aspx

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

HELENA ALMEIDA (1934-2018)


HELENA ALMEIDA: A MINHA OBRA É O MEU CORPO, O MEU CORPO É A MINHA OBRA
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Helena Almeida, uma das mais originais artistas plásticas do século XX português e “uma grande artista europeia”, morreu hoje, aos 84 anos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

JOSÉ TOLENTINO DE MENDONÇA


No silêncio de um abraço...

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O que de mais importante em nós se destina a ser dito soletra-se melhor no silêncio de um abraço, porque aí ocorre isto que é tão precioso: sem defesas, um coração coloca-se à escuta de outro coração.
José Tolentino Mendonça, in "O pequeno caminho das grandes perguntas"

Poeta, teólogo, arcebispo é agora também responsável pelo Arquivo secreto e pela Biblioteca Apostólica do Vaticano, a mais antiga do mundo.

"A casa onde às vezes regresso", "Lisboa vista da lua", "Infância de Herberto Helder", "Não deixeis um grande amor", "O menor poço", "Uma coisa a menos para adorar", "Os amigos", "O regresso a Ítaca" são alguns poemas de  livros seus, como sejam "A que distância deixaste o coração", "Teoria da fronteira", "Os dias contados", "Longe não sabia", "A papoila e o monge".

Sugerimos a leitura de uma interessante entrevista em

https://anabelamotaribeiro.pt/jose-tolentino-mendonca-73288


Da verdade do amor

Da verdade do amor se meditam
relatos de viagens confissões
e sempre excede a vida
esse segredo que tanto desdém
guarda de ser dito

pouco importa em quantas derrotas
te lançou
as dores os naufrágios escondidos
com eles aprendeste a navegação
dos oceanos gelados

não se deve explicar demasiado cedo
atrás das coisas
o seu brilho cresce
sem rumor

José Tolentino Mendonça, in "Baldios" 


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

"ULTIMATUM FUTURISTA ÀS GERAÇÕES PORTUGUESAS DO SÉCULO XXI"

Imagem relacionadaPerfaz hoje, 15 de novembro, 150 anos.

Foi lido no Teatro República e exaltou temas centrais como a guerra e um novo patriotismo anti-saudosista, anti-democrático, baseado na concorrência técnica e vital entre povos.  
José de Almada Negreiros começa por declarar: "Eu não pertenço a nenhuma das gerações revolucionárias. Eu pertenço a uma geração construtiva" e o seu refrão: "É preciso criar a pátria portuguesa do século XX", revela um profundo desgosto, da sua parte, pelas tradições literárias, sobretudo as românticas e as saudosistas, pela falta de ódio e de orgulho nacional. Aponta também, como nefastos, a educação para a burocracia, a impostura, o analfabetismo, os estrangeirismos, o amadorismo e o sentimentalismo sebastianista e pessimista. Almada acaba o seu "Ultimatum" exaltando a Aventura, o Record, a Luxúria, o Homem Definitivo e os Vencedores.

(http://www.citi.pt/cultura/artes_plasticas/pintura/almada/ultimatum.html)

Este manifesto, lido pelo próprio autor vestindo um fato de operário, constituiu o momento do lançamento do movimento futurista em Portugal.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Cultura - Séculos de fábula portuguesa num catálogo onlin


«Um catálogo informatizado em torno da fábula na literatura portuguesa está disponível online, abarcando o período compreendido desde a Idade Média à época contemporânea. Para Ana Paiva, investigadora da Universidade Nova, ligada ao projecto «A Fábula na Literatura Portuguesa», «a atenção que a fábula tem merecido por parte do ensino em Portugal é muito escassa». Porém, «ela está presente constantemente no discurso do quotidiano, no mundo infantil, no universo popular».

http://www.cafeportugal.pt/pages/estudos_artigo.aspx?id=8296#

sexta-feira, 13 de junho de 2014

FERNANDO PESSOA -13 de junho de 1888



Destinado a ser Joaquim, como o foram o seu pai e o seu avô paterno, o bebé nascido há 126 anos viria a chegar ao mundo naquele que era o Dia de Santo António, 13 de Junho. Por isso, o Joaquim deu lugar a Fernando (como o santo, de Bulhões).... Talvez também por isso, depois de uma vida a conviver com a Lisboa dos Santos Populares - e, entre eles, o "seu" António - Fernando Pessoa deu, no seu último ano de vida, um passo inesperado. Quase febrilmente, escreveu centenas de "quadras ao gosto popular", onde a simplicidade das rimas se junta à sua poética genial. As "quadras" de Fernando Pessoa estão, hoje em dia, disponíveis nas mais diversas edições e formatos livreiros, mostrando-nos um poeta mais próximo do povo, sem perder a sua tão característica complexidade temática. Vamos partilhar, ao longo do dia, vários exemplos. IN "O Meu Pessoa" 
https://www.facebook.com/omeupessoa?hc_location=timeline
 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Eduardo Lourenço galardoado com o Prémio Jacinto do Prado Coelho


O ensaísta Eduardo Lourenço venceu o prémio Jacinto do Prado Coelho pela obra "Tempo da música. Música do tempo", revelou hoje à Lusa fonte do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários.
O prémio, no valor de cinco mil euros e que distingue ensaios literários, foi atribuído por unanimidade a Eduardo Lourenço, por uma obra, publicada em 2012, que reúne textos inéditos de Eduardo Lourenço seleccionados pela historiadora de arte e musicóloga Barbara Aniello.
O júri, composto por Clara Rocha, Maria João Reynaud e Teresa Martins Marques, justificou a escolha pela "qualidade indiscutível da obra, reconhecida por pessoas da área da literatura bem como da musicologia".
O prémio será entregue na quinta-feira, às 18h30, na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa.
"Tempo da música. Música do tempo" reúne 212 reflexões (datadas entre 1948 e 2006) de Eduardo Lourenço sobre música, que estavam dispersas em folhas avulsas, em agendas de bolso, páginas soltas ou agrafadas, algumas encontradas dentro de livros, que Barbara Aniello foi juntando, inventariando e catalogando no espólio do ensaísta.
Numa reflexão, Eduardo Lourenço escreveu: "Certamente se um dia voltar para Deus, a nenhuma outra coisa o deverei senão a estas estradas de uma melancolia lancinante que, desde o canto gregoriano até Messiaen, devoram em mim o sentimento da realidade do mundo visível".

Foto: Nelson Garrido/Público