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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. (...).                                      Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo 1.º


COMEMORAÇÕES
2018 assinala o ano da celebração dos 70 anos da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos  e dos 40 anos da sua publicação oficial em Portugal, bem como o 40.º aniversário da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

HOJE É o DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS

Tudo começou em 1931, em Florença, numa convenção de ecologistas. A Declaração Universal dos Direitos dos animais foi proclamada pela UNESCO em 1978.
 Neste dia, celebra-se a vida animal em todas as suas formas  através de eventos especiais em locais  do mundo.
O 4 de Outubro foi originalmente escolhido para o Dia Mundial dos Animais, porque é o dia da festa de S. Francisco de Assis, amante da natureza, padroeiro dos aninais e do meio ambiente.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

terça-feira, 12 de maio de 2015

SANTA JOANA, Princesa de Portugal

Hoje é feriado municipal em Aveiro. É dia de
SANTA JOANA, Princesa de Portugal.
n. 6 de Fevereiro de 1452, em Lisboa.
f. 12 de Maio de 1490, convento de Aveiro.
 
Lenda de Santa Joana Princesa

A princesa D. Joana, filha do rei Afonso V, revelou desde muito tenra idade uma grande vocação religiosa. Apesar de viver na corte afastava-se de festas e convívios, preferindo rezar e meditar. Dizia-se que D. Joana era muito bela mas, alegando a sua intenção de se tornar freira, recusava todos os pretendentes. Com a autorização real, entrou para vários conventos. O seu preferido era o de Jesus em Aveiro, onde queria professar. Mas a ideia não agradava nem ao rei nem ao povo.
Perante tanta discórdia D. Joana decidiu não professar, mas declarou que usaria o véu de noviça para sempre. Insistiu em ingressar no Convento de Jesus, vivendo na humildade e na pobreza e aplicando as rendas que possuía no socorro aos pobres. A sua caridade era tão grande que depressa ficou conhecida como santa. Um dia, a princesa adoeceu de peste e morreu em grande sofrimento. Quando o seu enterro passou pelos jardins do convento, as flores que ela havia tratado em vida caíam sobre o seu caixão prestando-lhe uma última homenagem. Este acontecimento foi considerado o primeiro milagre de Santa Joana Princesa. A partir de então, muitos outros lhe foram atribuídos e, duzentos anos depois, o Papa Inocêncio XII concedeu a beatificação a esta infanta de Portugal.
Infopédia

 

 

 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Lisboa - Poesia nos transportes para comemorar Língua Portuguesa

O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) é assinalado hoje, em Lisboa, com a afixação de poemas de autores de Língua Portuguesa nos autocarros, metropolitano e barcos.

CULTURA
Poesia nos transportes para comemorar Língua Portuguesa

Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa



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Em 2015 as celebrações do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, a 5 de maio, realizam-se em cerca de três dezenas de países, com o apoio ou por iniciativa da rede do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
Esta data comemorativa foi instituída a 20 de julho de 2009, por resolução da XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da organização, realizada na Cidade da Praia, Cabo Verde. Esta decisão fundamenta-se no facto de a língua portuguesa constituir, entre os povos da comunidade, “um vínculo histórico e um património comum resultantes de uma convivência multissecular que deve ser valorizada”.

http://blogue.rbe.mec.pt/dia-da-lingua-portuguesa-e-da-cultura-1820099 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Maias, maio

O 1º de Maio é o Dia das Maias e comemora-se em Portugal, de um modo geral, pela colocação das «Maias», ou seja, de giestas ou flores, sob diversas formas, em portas e janelas e noutros locais.
Trata-se de uma ancestral tradição popular carregada de simbologia que se cumpre de 30 de abril para 1 de maio: os ramos ou as coroas de giestas e flores são augúrio de boa sorte e felicidade, esconjuram o mal e a doença.

sábado, 25 de abril de 2015

25 de abril - 41 anos de revolução

Abril de Sim Abril de Não

Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.

Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.

Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.

Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer. 


Manuel Alegre
30 Anos de Poesia
Publicações Dom Quixote

sexta-feira, 24 de abril de 2015

25 de abril - 41 anos de revolução, 40 anos de eleições livres

Em 25 de abril de 1975, um ano após  a revolução, o MFA cumpria a sua promessa de eleições livres, democráticas e justas, por sufrágio direto e universal.
Após meio século de ditadura, o povo saía à rua. A Assembleia Constituinte aleita elaborou a Constituição ainda em vigor; assim se arquitetou o futuro que nos coube viver hoje.

Sugestão de leitura - revista "Visão"

quinta-feira, 23 de abril de 2015

DIA MUNDIAL DO LIVRO




O dia 23 de Abril é celebrado em todo o Mundo com a intenção de promover a leitura, os livros e os direitos de autor.
A data foi proclamada em 1996 pela UNESCO, que disponibiliza no seu sítio na internet sítio informação sobre os eventos ao longo dos últimos anos e uma mensagem da diretora-geral, Irina Bukova, para além de várias sugestões e recursos para a comemoração da data; aí se encontram também ligações para as diversas comemorações em todo o mundo.
Em Portugal a data tem sido assinalada ao longo dos anos. O dia é igualmente comemorado com atividades de promoção do livro e da leitura em muitas bibliotecas, livrarias e escolas.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

HOJE É O DIA DA TERRA

Quer saber qual é o seu animal? O Google responde.

Dia da Terra 2015
Para celebrar o Dia da Terra, o motor de busca da Google tem hoje um doodle  interativo que promete revelar um pouco da personalidade dos utilizadores.
 
 Trata-se de um questionário que, no final, irá revelar que animal o utilizador é.
Ao clicar no doodle, o motor de busca sugere um pequeno jogo com cinco perguntas, com quatro possibilidades de resposta para cada uma:
- 'o que planeia para uma sexta-feira normal', podendo, aqui, escolher ficar 'sozinho na toca', ser 'raramente visto no exterior', 'mostrar o que valho' ou 'seguir o rebanho'.
- 'aparece numa festa com roupa igual à do seu melhor amigo. Qual a sua reação?'.
- 'escolha um lanche': 'marisco', 'frutas e/ou insetos', 'carne' e 'salada'.
-  'o que procura num parceiro', podendo escolher entre 'cores vivas', 'grunhidos altos', 'um sistema complexo de glândulas' e 'valores antiquados'.
- 'escolha um passatempo': 'provas de força', 'trabalhar por casa', 'natação' ou 'nenhuma das opções' anteriores'.
 
No fim, o Google diz-lhe o animal que é e ainda sugere que faça uma pequena pesquisa sobre a criatura que melhor o descreve.

sexta-feira, 27 de março de 2015

No Dia Mundial do Teatro, o poema "O Actor" de Herberto Hélder


O ator acende a boca. Depois os cabelos.
Finge as suas caras nas poças interiores.
O ator põe e tira a cabeça
de búfalo.
De veado.
De rinoceronte.
Põe flores nos cornos.
Ninguém ama tão desalmadamente
como o ator.
O ator acende os pés e as mãos.
Fala devagar.
Parece que se difunde aos bocados.
Bocado estrela.
Bocado janela para fora.
Outro bocado gruta para dentro.
O ator toma as coisas para deitar fogo
ao pequeno talento humano.
O ator estala como sal queimado.

O que rutila, o que arde destacadamente
na noite, é o ator, com
uma voz pura monotonamente batida
pela solidão universal.
O espantoso ator que tira e coloca
e retira
o adjetivo da coisa, a subtileza
da forma,
e precipita a verdade.
De um lado extrai a maçã com sua
divagação de maçã.
Fabrica peixes mergulhados na própria
labareda de peixes.
Porque o ator está como a maçã.
O ator é um peixe.

Sorri assim o ator contra a face de Deus.
Ornamenta Deus com simplicidades silvestres.
O ator que subtrai Deus de Deus, e
dá velocidade aos lugares aéreos.
Porque o ator é uma astronave que atravessa
a distância de Deus.
Embrulha. Desvela.
O ator diz uma palavra inaudível.
Reduz a humidade e o calor da terra
à confusão dessa palavra.
Recita o livro. Amplifica o livro.
O ator acende o livro.
Levita pelos campos como a dura água do dia.
O ator é tremendo.
Ninguém ama tão rebarbativamente como o ator.
Como a unidade do ator.

O ator é um advérbio que ramificou
de um substantivo.
E o substantivo retorna e gira,
e o ator é um adjetivo.
É um nome que provém ultimamente
do Nome.
Nome que se murmura em si, e agita,
e enlouquece.
O ator é o grande Nome cheio de holofotes.
O nome que cega.
Que sangra.
Que é o sangue.
Assim o ator levanta o corpo,
enche o corpo com melodia.
Corpo que treme de melodia.
Ninguém ama tão corporalmente como o ator.
Como o corpo do ator.

Porque o talento é transformação.
O ator transforma a própria ação
da transformação.
Solidifica-se. Gaseifica-se. Complica-se.
O ator cresce no seu ato.
Faz crescer o ato.
O ator atifica-se.
É enorme o ator com sua ossada de base,
com suas tantas janelas,
as ruas -
o ator com a emotiva publicidade.
Ninguém ama tão publicamente como o ator.
Como o secreto ator.

Em estado de graça. Em compacto
estado de pureza.
O ator ama em ação de estrela.
Ação de mímica.
O ator é um tenebroso recolhimento
de onde brota a pantomina.
O ator vê aparecer a manhã sobre a cama.
Vê a cobra entre as pernas.
O ator vê fulminantemente
como é puro.
Ninguém ama o teatro essencial como o ator.
Como a essência do amor do ator.
O teatro geral.

O ator em estado geral de graça.

(Herberto Hélder, "Poemato" III)

terça-feira, 10 de março de 2015

"ORPHEU" - 1915-2015




"ORPHEU" - Revista Trimestral de Literatura
Ano I - 1915, N.º 1, Janeiro - Fevereiro - Março
Propriedade de: Orpheu, Lda.
Editor: Antonio Ferro
Direcção: Luiz de Montalvôr e Ronald de Carvalho
Oficinas: Tipografia do Comércio
- 10, Rua da Oliveira, ao Carmo - Lisboa.
Capa desenhada por José Pacheco

Sumario:
Luiz de Montalvôr - Introducção
Mario de Sá-Carneiro - Para os "Indicios de Oiro" (poemas)
Ronald de Carvalho - Poemas
Fernando Pessoa - O Marinheiro (drama estático)
Alfredo Pedro Guisado - Treze Sonetos
José de Almada-Negreiros - Frizos (prosas)
Côrtes-Rodrigues - Poemas
Alvaro de Campos - Opiário e Ode Triunfal

quinta-feira, 5 de março de 2015

Este ano a teoria da relatividade geral de Einstein faz 100 anos.

Carlos Fiolhais recorda-nos:

"Em 2015, Ano Internacional da Luz, celebra-se o centenário de uma das teorias

 físicas mais formidáveis e também um dos picos mais altos do intelecto humano: 

a teoria de relatividade geral de Albert Einstein. "

Eis a nossa sugestão de leitura na edição especial do "Público" de hoje:

Cem anos a deitar a língua de fora

O "Público" faz hoje 25 anos e resolveu "dar tempo ao tempo"

E ao celebrar um quarto de século, escolheu o TEMPO como tema desta edição especial, dirigida pelo físico João Magueijo.

 Assim celebra "o tempo - o tempo do Universo, o tempo do jornalismo, o tempo do ócio, o tempo para pensar"

http://www.publico.pt/25anos

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

2015 - ANO INTERNACIONAL DOS SOLOS


FALANDO DOS SOLOS 


Grande amigo pessoal do Prof. Orlando Ribeiro, o seu colega parisiense Pierre Birot, professor no Institut de Géographie de Paris, visitava frequentemente o nosso país a fim de aqui proceder a trabalhos de campo em colaboração com o seu colega português. Ainda como finalista de geologia, na Faculdade de Ciências de Lisboa, e a convite do Prof. Orlando, tive o privilégio de os acompanhar numa excursão de vários dias à chamada Bacia do Mondego, na região de Coimbra, uma experiência riquíssima que, estou certo, abriu o caminho ao que foi a minha opção no âmbito das Ciências da Terra - a dialéctica possível de estabelecer entre a geomorfologia e a sedimentologia ou, mais especificamente, entre a erosão e a sedimentação. Nesta excursão, as geografias física e humana e a geologia interligaram-se num todo multidisciplinar, harmonioso e atraente, fruto do muito saber dos dois notáveis geógrafos e ilustres humanistas. 

Nesta saída de campo aprendi a olhar o solo (do latim, solum, solo, chão, base) como um dos processos geológicos ocorrentes à superfície do planeta, com ligações muito estreitas a múltiplas disciplinas (geomorfologia, geoquímica, prospecção mineira, agronomia, economia, etnografia e sociologia, entre outras). 

Pouco tempo depois, na minha passagem por Paris, nos anos de 1962 a 1964, frequentei, com redobrado interesse, as aulas do Prof. Birot, no referido Institut de Géographie. Com início pelas 8 horas da manhã, bem de noite no frio Inverno parisiense, o nº 191 da Rue Saint-Jacques, a dois passos do Panthéon, era um formigueiro de gente, oriunda de todos os cantos do mundo, a caminho do grande auditório para ouvir o mestre. Foi nessas aulas que conheci a obra de outro grande geógrafo francês, Henri Herhart (1898-1982), La genèse des sols en tant que phénomène géologique: Esquisse d'une théorie géologique et géochimique, biostasie et rhexistasie, publicada, em 1956. Este magnífico trabalho que fez escola entre geógrafos e geólogos, despertou em mim o interesse que, à margem da minha actividade profissional, sempre nutri pelo “chão que nos dá o pão” a que Joaquim Vieira Botelho da Costa (1910-1965), professor catedrático do Instituto Superior de Agronomia (ISA), vulto maior na Ciência do Solo, se referiu, em 1960, como “Fazendo a transição entre esse manto vivo (a vegetação) e o esqueleto mineral do substrato geológico.” 

A par da modelação das formas de relevo por erosão (gliptogénese), da formação das rochas sedimentares (sedimentogénese) e da origem e evolução dos seres vivos (biogénese), a pedogénese (do grego pédon, solo), ou seja, a origem e evolução do solo, não pode, pois, deixar de ser considerada um fenómeno geológico. 

Sendo a alteração das rochas (meteorização) e a formação do solo as respostas da litosfera ao ambiente externo, e sendo a erosão a resposta dos produtos dessa alteração à atracção gravítica, a existência de um solo testemunha sempre uma situação de equilíbrio entre as taxas de meteorização e de erosão. E, assim, como escreveu, em 1980, outro nome grande da Ciência do Solo, o Prof. João Manuel Bastos de Macedo, do ISA, o solo é “uma solução de compromisso entre a meteorização e a erosão” e, como tal, fruto de um evidente processo geológico à escala do planeta. 


Recurso fundamental à sobrevivência da humanidade, o solo, surgido no Silúrico superior, há cerca de 425 milhões de anos, por força de um processo dinâmico, a um tempo geológico e biológico, alimentado pela energia solar, está cada vez mais sujeito ao impacto da actividade humana exponencialmente crescente.

Na sua imensa capacidade tecnológica, o homem pode destruir em horas um bem colectivo cuja formação necessita de milhares de anos a ser desenvolvido. Urge pois trazer este conhecimento ao cidadão, a começar na escola, onde os curricula estão longe de dar ao solo a importância científica, económica e social que, na realidade, tem. 

Pelo valor que lhe é atribuído, como um dos principais recursos naturais de que dispomos, ao lado da água e do ar e bem acima da maioria das matérias-primas minerais, o seu estudo, isto é, a pedologia1, para além da sua importância em ciências fundamentais, como a Geologia (em especial a geodinâmica externa) e a Biologia, constitui complemento indispensável em domínios do saber ligados à economia, como são, entre outros, a agricultura, a silvicultura, o ordenamento do território e a prospecção geológica e mineira. A pedologia recorre a meios que vão desde os mais simples, como seja a observação no terreno em amostra de mão, aos mais sofisticados, postos à disposição dos pedólogos, com destaque para a difractometria de raios X, as microscopias óptica e electrónica, os diversos equipamentos de análise química mineral, a fotografia aérea, a teledetecção via satélite, etc., sem esquecer os da biologia e da bioquímica, indispensáveis ao conhecimento da componente orgânica viva e morta do solo.

Na abordagem (sempre a nível básico) que me proponho fazer nos textos que se seguirão, focam-se os aspectos essenciais da ciência do solo indispensáveis à formação de biólogos e geólogos, em particular, dos professores de Biologia e/ou de Geologia, que os devem assimilar e transmitir aos seus alunos na forma e conteúdo adequados aos diferentes patamares de escolaridade.