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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

20 anos de PRÉMIO NOBEL atribuído a JOSÉ SARAMAGO



N​o dia 8 de outubro de 199 JOSÉ SARAMAGO tornou-se o primeiro, e até agora único, Prémio Nobel de Literatura em língua portuguesa.
​Agora, passadas duas décadas, uma série de iniciativas pretende recordar esse momento histórico para a literatura lusófona, celebrando o Prémio e o Escritor que o recebeu.

A Fundação José Saramago organiza ou co-organiza várias dessas atividades, tanto em Portugal como noutras partes do mundo. As celebrações arrancam nos dias 6 e 7 de outubro, com uma iniciativa organizada pelo Gabinete do Primeiro-Ministro em conjunto com a Fundação: o Primeiro-Ministro António Costa irá visitar lugares emblemáticos da vida e obra de José Saramago: Lanzarote, Azinhaga e Lisboa. Em Lanzarote, a visita contará com a presença do chefe de governo de Espanha, Pedro Sánchez.

Entre os dias 8 e 10 de outubro, em Coimbra, terá lugar o Congresso Internacional «José Saramago: 20 anos com o Prémio Nobel», coordenado pelo Professor Carlos Reis, que conta com 6 dezenas de comunicações e mais de 300 participantes. No primeiro dia do Congresso será apresentado o livro Último Caderno de Lanzarote (edição da Porto Editora), inédito de José Saramago.

Este livro será depois apresentado em Lisboa, a 12 de outubro, dia em que a Biblioteca Nacional de Portugal inaugura uma exposição documental dedicada a José Saramago. Esta sessão será também de apresentação de Um país levantado em alegria, de Ricardo Viel, que conta os bastidores dos dias que antecederam e que se seguiram ao anúncio do Prémio.

A 15 de dezembro, encerrando as comemorações, o Grande Auditório da Culturgest será palco da estreia mundial da sinfonia Memorial, composta por António Pinho Vargas, baseada em três romances de José Saramago e de celebração também dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Além de Lisboa, no Porto, em Madrid, Guadalajara, Belém do Pará, Vigo, Lanzarote, Azinhaga e em muitos outros cantos do mundo, José Saramago e a língua portuguesa serão celebrados.

(...)

Abaixo, deixamos a agenda das iniciativas programadas para a celebração dos 20 anos do Nobel. 

Agenda 20 anos Nobel http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/20-anos-do-Nobel-a-Jos%c3%a9-Saramago.aspx

terça-feira, 7 de abril de 2015

PRÉMIO LITERÁRIO JOSÉ ESTÊVÃO

   Regulamento do Concurso 2014-2015

Artº 1º- O Prémio Literário é instituído na modalidade de Prosa (Conto) de tema livre.
 
Artº 2º- O Prémio Literário destina-se a todos os alunos das escolas da cidade de Aveiro.
 
Artº 3º- Os candidatos dividem-se em dois escalões, a saber:
. Escalão A – 3º Ciclo do Ensino Básico.
. Escalão B – Ensino Secundário. 
 
Artº 4º- Os prémios, por escalão, para cada modalidade são:
Escalão A – 3º Ciclo do Ensino Básico: 100 euros e Material Escolar.
Escalão B – Ensino Secundário: 200 euros.
 
Artº 5º- A data limite para a entrega dos trabalhos será o dia 8 de maio.
 
Artº 6º- O trabalho a produzir terá um número máximo de 8 páginas, em formato A4, dactilografadas a 1.5 espaço, em Times New Roman, corpo 12.
 
Artº 7º- Os candidatos ficam obrigados a apresentar cinco exemplares do trabalho subscritos com um pseudónimo, em envelope fechado, contendo no interior a verdadeira identidade, com referência à idade, morada, estabelecimento de ensino que frequenta e no seu exterior, o mesmo pseudónimo e o escalão a que concorre.
 
Artº 8º- O prémio literário será atribuído por um júri constituído por três professores/individualidades de reconhecido mérito, presidindo à reunião deliberativa, sem direito a voto, o Diretor do Agrupamento de Escolas José Estêvão.
 
Artº 9º- As decisões do júri serão anunciadas publicamente até ao dia 22 de maio de 2015.
 
Artº 10º- De acordo com a qualidade dos trabalhos, o júri poderá propor a atribuição de menções honrosas e/ou não atribuir prémios.
 
Artº 11º- 1. A entrega dos prémios será feita em sessão pública no dia 25 de maio, aos candidatos ou às pessoas por quem se fizerem representar.
 
2. A divulgação dos trabalhos premiados será feita presencialmente e pelo próprio autor, caso este assim o entenda. 
 
3. Todos os trabalhos a concurso estarão disponíveis para consulta na biblioteca da ESJE.
Artº 12º- Os casos omissos e as dúvidas de interpretação deste regulamento serão resolvidos pelo júri.
 
Artº 13º- Das decisões do júri não cabe recurso.

quinta-feira, 19 de março de 2015

PRÉMIO LITERÁRIO JOSÉ ESTÊVÃO



                          Regulamento do Concurso 2014-2015

Artº 1º- O Prémio Literário é instituído na modalidade de Prosa (Conto) de tema livre.
 
Artº 2º- O Prémio Literário destina-se a todos os alunos das escolas da cidade de Aveiro.
 
Artº 3º- Os candidatos dividem-se em dois escalões, a saber:
. Escalão A – 3º Ciclo do Ensino Básico.
. Escalão B – Ensino Secundário. 
 
Artº 4º- Os prémios, por escalão, para cada modalidade são:
Escalão A – 3º Ciclo do Ensino Básico: 100 euros e Material Escolar.
Escalão B – Ensino Secundário: 200 euros.
 
Artº 5º- A data limite para a entrega dos trabalhos será o dia 8 de maio.
 
Artº 6º- O trabalho a produzir terá um número máximo de 8 páginas, em formato A4, dactilografadas a 1.5 espaço, em Times New Roman, corpo 12.
 
Artº 7º- Os candidatos ficam obrigados a apresentar cinco exemplares do trabalho subscritos com um pseudónimo, em envelope fechado, contendo no interior a verdadeira identidade, com referência à idade, morada, estabelecimento de ensino que frequenta e no seu exterior, o mesmo pseudónimo e o escalão a que concorre.
 
Artº 8º- O prémio literário será atribuído por um júri constituído por três professores/individualidades de reconhecido mérito, presidindo à reunião deliberativa, sem direito a voto, o Diretor do Agrupamento de Escolas José Estêvão.
 
Artº 9º- As decisões do júri serão anunciadas publicamente até ao dia 22 de maio de 2015.
 
Artº 10º- De acordo com a qualidade dos trabalhos, o júri poderá propor a atribuição de menções honrosas e/ou não atribuir prémios.
 
Artº 11º- 1. A entrega dos prémios será feita em sessão pública no dia 25 de maio, aos candidatos ou às pessoas por quem se fizerem representar.
 
2. A divulgação dos trabalhos premiados será feita presencialmente e pelo próprio autor, caso este assim o entenda. 
 
3. Todos os trabalhos a concurso estarão disponíveis para consulta na biblioteca da ESJE.
Artº 12º- Os casos omissos e as dúvidas de interpretação deste regulamento serão resolvidos pelo júri.
 
Artº 13º- Das decisões do júri não cabe recurso.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Lídia Jorge vence Prémio Luso-Espanhol de Arte Cultura 2014

 

image.jpg
A escritora Lídia Jorge venceu o Prémio Luso-Espanhol de Arte Cultura 2014, atribuído pelo Ministério da Cultura de Espanha e pela Secretaria de Estado da Cultura de Portugal.
[...]
O júri justificou a atribuição deste prémio, anteriormente entregue, entre outros, a Perfecto Quadrado, Siza Vieira e Carlos Saura, por Lídia Jorge conseguir “criar uma relação e vínculo de união entre Portugal e Espanha através da sua contribuição para o conhecimento mútuo de ambos os países e, também, pelo valor da sua obra literária, que aborda algumas das questões fundamentais do nosso tempo”».

terça-feira, 14 de outubro de 2014

PRÉMIOS NOBEL 2014

Prémio Nobel da Paz

Malala Yousafzai thumb pictureKailash Satyarthi thumb picture
 
"pela sua luta contra a opressão infantil e pelo direito de todas as crianças à educação"
 

Prémio Nobel da Literatura

Patrick Modiano
"pela arte da memória com que os mais trágicos destinos humanos e revelou o submundo da Ocupação"


mais informação em
 http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/lists/year/index.html?year=2014&images=yes

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Siza Vieira vence prémio Fritz Hoger


Para o Museu Hombroich, na Alemanha, o tijolo foi o material de eleição de Siza

O arquitecto Álvaro Siza Vieira foi distinguido com o prémio máximo do Fritz Hoger Awards 2014 por excelência em arquitectura construída com tijolos, com o seu projecto do Museu Hombroich, na Alemanha.
A informação, divulgada hoje em sites de arquitetura, foi confirmada à agência Lusa por fonte do gabinete de Siza Vieira, que acrescentou ter tido conhecimento deste prémio na quarta-feira.
De acordo com a informação disponibilizada na Internet, foram submetidos a concurso mais de 500 trabalhos, de 70 candidatos, uma verdadeira amostra "transversal de arquitetura internacional".
O imóvel construído sob projecto do arquitecto, que foi prémio Pritzker em 1992, fica em Raketenstation, Hombroich, Neuss, na Alemanha, e tem as paredes revestidas com o mesmo tipo de tijolo dos edifícios existentes na fundação Hombroich.
Na sua declaração, o júri referiu que este pavilhão de Siza "exemplifica o uso soberano do tijolo na sua forma simples" no meio da paisagem alemã onde está inserido.
Foram ainda distinguidos projectos nas categorias ouro, prata e menção especial. Os Fritz Hoger Awards, que são atribuído de três em três anos, vão na terceira edição.
http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/siza-vieira-vence-premio-fritz-hoger-1670879#/0

quarta-feira, 26 de março de 2014

Catarina Sobral vence prémio internacional de ilustração

Parabéns a Catarina Sobral, que esteve na nossa escola, na Semana da Leitura!

De entre 41 ilustradores de todo o mundo, a  portuguesa Catarina Sobral venceu oprémio internacional de ilustração, atribuído pela Feira do Livro Infantil de Bolonha (Itália), com o livro O meu avô, foi esta quarta-feira anunciado.

O prémio, no valor de 21 mil euros, é patrocinado pela editora Fundación SM e destina-se a jovens ilustradores que tenham sido seleccionados para a exposição anual de ilustração da Feira do Livro Infantil, que está a decorrer em Bolonha; é a mais importante feira de negócios do mercado livreiro de literatura para crianças e jovens  e termina na quinta-feira.
 
 Catarina Sobral, de 29 anos,  tinha sido seleccionada para a exposição deste ano com ilustrações originais do álbum ilustrado O meu avô, editado em Fevereiro pela Orfeu Negro.
A autora portuguesa, que   já publicou três livros para a infância e juventude, foi premiada entre 41 ilustradores de todo o mundo, com menos de 35 anos, que participaram na exposição.
O júri do prémio, que integrou Roger Mello (Brasil), Sophie Van der Linden (França) e Pablo Núñez (Espanha), elogiou na obra de Catarina Sobral "a referência à tradição gráfica dos anos 1950, com uma interpretação contemporânea, e a composição da imagem baseada em básicas figuras geométricas".
Além de O meu avô – que deverá ser editada em língua espanhola pela Fundacion SM – , Catarina  é autora dos livros Greve e Achimpa.



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

RONALDO É O MELHOR JOGADOR DO MUNDO

CR7 recebeu ontem  a Bola de Ouro da FIFA, troféu que o distinguiu como melhor jogador de 2013. 

Tal como em 2008, o futebolista português "quebrou o reinado do argentino Lionel Messi" ("Público")

sábado, 7 de dezembro de 2013

Português vence prémio internacional de psicologia


EUA: Português vence prémio internacional de psicologia
Nos EUA, o professor catedrático António Damásio foi distinguido com o Prémio Grawemeyer 2014 na área da Psicologia. O português foi condecorado pela hipótese que apresentou sobre os marcadores somáticos, que mostra a forma como as emoções influenciam a tomada de decisões.

Segundo a 'Temas e Debates', editora que chancela as obras do investigador, o Prémio Grawemeyer para Psicologia, entregue anualmente pela Universidade de Louisville, no Kentucky, tem vindo a distinguir "os mais destacados estudiosos da cognição e da neurociência pelas suas ideias revolucionárias". 


Damásio, de 69 anos, é titular da cátedra David Dornsife de Neurociência, professor de psicologia e neurologia e ainda director do Brain and Creativity Institute (Instituto do Cérebro e da Criatividade).


Em comunicado citado pela Lusa, o investigador diz-se satisfeito por ter sido distinguido com este prémio que junta, agora, ao da Fundação Honda, ao Príncipe das Astúrias para a Investigação Científica e Técnica e ao Prémio Pessoa, que recebeu em conjunto com Hanna Damásio, em 1992, entre outros.


LER ARTIGO COMPLETO
http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_EUA-Portugu%C3%AAs-vence-pr%C3%A9mio-internacional-de-psicologia_18057.html

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Prémio da APE a Maria Velho da Costa consagra uma obra que revolucionou a ficção portuguesa

Maria Velho da Costa foi, até hoje, a única mulher a presidir à Associação Portuguesa de EscritoresAutora de Maina Mendes, Missa in Albis e Myra já tinha recebido o prémio Camões em 2002 e é consensualmente reconhecida como uma das mais inovadoras ficcionistas portuguesas.

O prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), no valor de 25 mil euros, foi atribuído esta segunda-feira à romancista Maria Velho da Costa. A decisão foi unânime e o presidente da APE, José Manuel Mendes, justificou a escolha sublinhando a “criatividade da escritora”, o seu “percurso pessoal e literário”, e ainda o modo inventivo como a autora, que já recebera em 2002 o prémio Camões, trabalha a língua portuguesa.
Nascida em Lisboa em 1938, Maria Velho da Costa estreou-se em 1966 com O Lugar Comum, é co-autora das célebres Novas Cartas Portuguesas (1972) e escreveu alguns dos mais significativos romances da ficção portuguesa posterior ao 25 de Abril, como Casas Pardas (1977), Missa in Albis (1988) ou o mais recente Myra (2008), que venceu os prémios PEN, Máxima, Correntes d’Escrita e DST. A sua obra, que vem sendo traduzida desde os anos 70 nas principais línguas europeias, revolucionou como poucas o romance em língua portuguesa.
Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa, Maria Velho da Costa tem ainda o Curso de Grupo-Análise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria. Foi professora no ensino secundário, funcionária do Instituto de Investigação Industrial, adjunta do Secretário de Estado da Cultura em 1979, no breve governo de Lurdes Pintasilgo, leitora de português no Kings College, Londres, na década de 80, adida cultural em Cabo Verde de 1988 a 1991, e desempenhou ainda várias outras funções públicas de carácter cultural, designadamente na Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e no Instituto Camões. Entre 1973 e 1978, presidiu à direcção da APE.

Após o livro de contos O Lugar Comum, publicou em 1969 o seu romance de estreia, Maina Mendes, cujo experimentalismo narrativo e linguístico revolucionou a ficção portuguesa nesses anos que antecederam a queda do regime. E Novas Cartas Portuguesas (1972), a obra que escreveu com Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta, pode mesmo ter contribuído, se não para acelerar o fim da ditadura, pelo menos para comprometer ainda mais a sua imagem no exterior, já que o processo judicial que o regime moveu contra as “três Marias” teve grande repercussão internacional.
Quando a romancista ganhou o prémio Camões, em 2002, o júri salientou, a par da “inovação no domínio da construção romanesca” e do “experimentalismo sobre a linguagem”, a “interrogação do poder fundador da fala”, uma indagação que é já central em Maina Mendes, cuja personagem principal é uma mulher que perdeu a sua reprimida fala feminina para, nas palavras de Eduardo Lourenço, “inventar a fala, nem masculina, nem feminina, apenas autónoma e soberana, de que os homens usufruem sem riscos e desde sempre, por ‘direito divino’”.
Ainda antes do 25 de Abril, Maria Velho da Costa publica o ensaio Ensino Primário e Ideologia(1972) e Desescrita (1973), uma recolha de crónicas de imprensa.
Em 1976, edita um livro de textos de difícil categorização, Cravo, e no ano seguinte publica o ensaio Português; Trabalhador; Doente Mental e aquele que é reconhecidamente um dos mais originais romances portugueses contemporâneos, Casas Pardas, um livro que evoca os tempos anteriores e imediatamente posteriores à revolução de 1974 através da voz de várias protagonistas, cujos testemunhos são apresentados num registo próximo do do monólogo dramático.
Seguem-se dois livros de poesia em prosa – Da Rosa Fixa (1978) e Corpo Verde (1979) – e, já nos anos 80, a autora publica dois títulos centrais na sua obra ficcional, Lúcialima (1983) e Missa in Albis. Este último, cujo título evoca a missa do segundo domingo de Páscoa, tradicionalmente ligada à admissão na igreja dos recém-baptizados, tem como protagonista uma mulher oriunda de uma influente família ligada ao regime do Estado Novo, Sara, em cujo trajecto talvez possa ver-se uma metáfora do país.  
A apropriação de outros textos como desencadeadores da sua própria escrita é uma constante na obra de Velho da Costa, que mantém um diálogo particularmente recorrente e profundo com Luís de Camões. Neste mesmo Miss in Albis, uma célebre advertência do poeta é assim transformada: “Confundir é a regra que convém, segundo o entendimento que tiverdes”.
Entre as obras mais recentes de Maria Velho da Costa contam-se o volume de contos Dores (1994), a peça Madame (2000), sobre textos de Eça de Queirós e Machado de Assis, o romance Irene ou o Contrato Social (2001), vencedor do Grande Prémio da APE, que transforma em personagem a escritora Irene Lisboa, o livro de contos O Amante do Crato (2002), O Livro do Meio (2006), um diálogo com Armando Silva Carvalho, e o seu último e notável romance, Myra (2008).
O prémio Vida Literária foi atribuído pela primeira vez em 1992, a Miguel Torga, e conta, desde a sua criação, com o patrocínio exclusivo da Caixa Geral de Depósitos. Com periodicidade irregular, contemplou já os ficcionistas, poetas e ensaístas José Saramago, Sophia de Mello Breyner, Óscar Lopes, José Cardoso Pires, Eugénio de Andrade, Urbano Tavares Rodrigues, Mário Cesariny, Vítor Aguiar e Silva, Maria Helena Rocha Pereira e João Rui de Sousa. Maria Velho da Costa é a 12.ª premiada. A sua obra, diz José Manuel Mendes, "revela um poder de criatividade e inovação porventura incomparáveis". 

"Camões é um culto"
Sendo mais um prémio a uma autora habituada a ver-se premiada desde os anos 70, quando o romance Casas Pardas obteve o prémio Cidade de Lisboa e o Prémio Nacional de Novelística, esta consagração da APE tem, ainda assim, um significado particular para Maria Velho da Costa, dada a sua “ligação muito antiga” à associação, disse a romancista ao PÚBLICO. Tendo presidido à direcção da APE ainda antes do 25 de Abril, e também depois da queda do regime, até 1978, a escritora lembra que foi sob a sua presidência que se organizou o primeiro Congresso de Escritores Portugueses, em Maio de 1975. “O vice-presidente era o Ernesto Melo e Castro, que fez um grande trabalho, e essa direcção incluía escritores que infelizmente já morreram, e que eram amigos meus, como Orlando da Costa ou José Saramago”.  

O PÚBLICO quis saber se, à distância de quase 45 anos, não lhe parecia hoje estranho que aos trinta pudesse ter escrito um primeiro romance tão forte e tão inovador como Maina Mendes, mas o elogio em causa própria não faz o género de Maria Velho da Costa, que replica logo que “a Agustina começou mais cedo”, e que o que recorda da época em que escreveu o seu romance de estreia é que se sentia “muitíssimo insegura”. E adianta que muitos escritores a influenciaram, mas exclui Camões desse rol, porque “esse não é uma influência, é um culto”.
Aos leitores que ainda esperam que se tenha precipitado quando manifestou a convicção de que Myra seria o seu último romance, não oferece grandes esperanças: “É o que eu acho, mas pode-se sempre ter um acesso de demência senil e escrever-se o que não se deve”. Para já, garante que não está a escrever nenhum novo livro nem sente a tentação de o fazer. “Consigo não escrever com a maior das facilidades”.
Também não parece ter mudado de ideias na intenção de deixar os seus diários para publicação póstuma, mas não se mostra absolutamente peremptória: “É muito pouco provável que os publique em vida… teria que fazer uma tal triagem de materiais…”.

http://www.publico.pt/cultura/noticia/maria-velho-da-costa-vence-premio-vida-literaria-da-ape-1614707 http://www.publico.pt/cultura/noticia/maria-velho-da-costa-vence-premio-vida-literaria-da-ape-1614707

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Eduardo Lourenço galardoado com o Prémio Jacinto do Prado Coelho


O ensaísta Eduardo Lourenço venceu o prémio Jacinto do Prado Coelho pela obra "Tempo da música. Música do tempo", revelou hoje à Lusa fonte do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários.
O prémio, no valor de cinco mil euros e que distingue ensaios literários, foi atribuído por unanimidade a Eduardo Lourenço, por uma obra, publicada em 2012, que reúne textos inéditos de Eduardo Lourenço seleccionados pela historiadora de arte e musicóloga Barbara Aniello.
O júri, composto por Clara Rocha, Maria João Reynaud e Teresa Martins Marques, justificou a escolha pela "qualidade indiscutível da obra, reconhecida por pessoas da área da literatura bem como da musicologia".
O prémio será entregue na quinta-feira, às 18h30, na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa.
"Tempo da música. Música do tempo" reúne 212 reflexões (datadas entre 1948 e 2006) de Eduardo Lourenço sobre música, que estavam dispersas em folhas avulsas, em agendas de bolso, páginas soltas ou agrafadas, algumas encontradas dentro de livros, que Barbara Aniello foi juntando, inventariando e catalogando no espólio do ensaísta.
Numa reflexão, Eduardo Lourenço escreveu: "Certamente se um dia voltar para Deus, a nenhuma outra coisa o deverei senão a estas estradas de uma melancolia lancinante que, desde o canto gregoriano até Messiaen, devoram em mim o sentimento da realidade do mundo visível".

Foto: Nelson Garrido/Público

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

MALALA YOUSAFZAI

Esta heroína adolescente foi distinguida com o Prémio Sakharov do Parlamento Europeu e era a favorita ao Nobel da Paz deste ano.



Com apenas 16 anos, é já um ícone global contra o fundamentalismo. Os talibans quiseram roubar-lhe a infância e continuam a vê-la como um alvo a abater. Ela resiste, sem medo e sem rancor.
 
LER a entrevista na "Visão" nº 1076 - 17 a 23 de outubro.


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Prémio Literário de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues

Pelo seu livro "O Rei do Monte Brasil", Ana Cristina Silva foi a vencedora dodo Prémio Literário de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues, iniciativa conjunta da FENPROF e SECRE, e que se refere a obras publicadas por docentes em 2012. a autora é investigadora e docente do ISPA.

Prémio Literário Fernando Namora

O último romance do escritor angolano José Eduardo Agualusa, "Teoria Geral do Esquecimento", é o vencedor do Prémio Literário Fernando Namora.

Saiba mais em http://www.portaldaliteratura.com/noticias.php?id=486

#premiofernandonamora #joseeduardoagualusa #literatura

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

NOBEL da Literatura distingue a canadiana ALICE MUNRO

É a 13ª mulher galardoada com o Prémio Nobel, em 112 anos.
ALICE MUNRO é uma extraordinária contista canadiana!


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/nobel-da-literatura-2013-distingue-a-canadiana-alice-munro=f834943#ixzz2hJglBlsU
Há dias que vinha a proclamar o meu desejo que ela ganhasse! GANHOU!!!

NOBEL da Literatura distingue a canadiana ALICE MUNRO!!!

A 13ª mulher, em 112 anos de prémio Nobel, a ganhá-lo. Estranho, não é???

Viva, viva, viva ALICE MUNRO, extraordinária contista canadiana!

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/nobel-da-literatura-2013-distingue-a-canadiana-alice-munro=f834943#ixzz2hJglBlsU
Obrigada,  Cristina Carvalho, que fez esta lista: 

MULHERES vencedoras do prémio NOBEL de literatura:
1ª - SELMA LAGERLÖF - Suécia - 1909
2ª - GRAZIA DELLEDA - Itália - 1926
3ª - SIGRID UNDSET - Noruega - 1928
4ª - PEARL S. BUCK - EUA - 1938
5ª - GABRIELA MISTRAL - Chile - 1945
6ª - NELLY SACHS - Alemanha ocidental - 1966
7ª - NADINE GORDIMER - África do Sul - 1991
8ª - TONI MORRISSON - EUA - 1933
9ª - WISLAWA SZYMBORSKA - Polónia - 1996
10ª - ELFRIED JELINEK - Austria - 2004
11ª - DORIS LESSING - Reino Unido - 2007
12ª - HERTA MÜLLER - Alemanha - 2009
13ª - ALICE MUNRO - Canadá - 2013





terça-feira, 1 de outubro de 2013

Prémio Jovens Músicos 2013


Beatriz da Silva Baião, 11º H, Escola Secundária José Estêvão,  

1º Prémio - Flauta - Nível Médio

Festival PJM no CCB (26, 27 e 28 setembro 2013)

 

* Podem ver-se imagens e os videos dos concertos em  antena2.rtp.pt 

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