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terça-feira, 25 de novembro de 2014
domingo, 23 de novembro de 2014
Conheça a língua portuguesa no mundo em 2 minutos
Curto,
mas porém educativo vídeo que fala da língua portuguesa no
mundo.
Produzido pelo jornal Observador On Time de Portugal.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
"Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão"
“Suspeitemos da literatura"
Isabel Lucas, Público
“Estas são reflexões de um homem de ofício", avisa Mário de Carvalho. E um dos principais convites a quem entrar neste que guia de escrita de ficção, que é também um guia de leitura (porque “dificilmente haverá um bom escritor onde não houver um bom leitor”) é o convite à suspeita. “Suspeitar que há outros mundos, outra gente, outros livros, outras ideias, de que pode haver uma coisa e o seu contrário", como sugere logo à entrada o título, algo provocatório, Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão. É o mais recente livro de Mário de Carvalho. Não é ficção, não gosta de lhe chamar ensaio porque foge às regras da academia. “Acho que se dissermos que é uma divagação encontramos mais ou menos a forma deste livro”, esclarece o autor que reuniu em cerca de 300 páginas anos de reflexões sobre o acto de escrever.
Leia, observe, anote, pense no que quer fazer — e
trabalhe muito. Numa sinalética simplista, esta podia ser a síntese,
incompleta e até talvez até errada, porque isso de se “dever fazer”
assusta este autor que insiste na suspeita, embora não se coíba de
apontar caminhos e fale mesmo de pactos essenciais em ficção, como o que
se faz entre o escritor e o leitor. Não um pacto tranquilo, mas que
permita passar a emoção, perceber a ironia; que a partir de uma série de
referências comuns – culturais, de vida – haja uma relação de
entendimento, nem que seja pelo desacordo. Por isso também o leitor está
sempre a ser para aqui chamado. Ele e escritor são um uno. Na obra a
construir e em todas as partilhadas na construção do tal colectivo para
que qualquer escritor quer falar. “Dificilmente levo a sério um escritor
que não tenha uma base de leituras. Não quer dizer que sejam aquelas
que eu sindico no livro, simplesmente temos de partir de um cânone — nem
que seja para o rejeitar, mas quando rejeitamos temos saber o que
estamos a rejeitar. Uma escrita que não tenha em conta a tradição
literária, que ignore uma espessura que vem de trás e esteja sempre a
descobrir coisas que já estão descobertas, é uma escrita que não vale a
pena”, refere Mário de Carvalho para começo de uma conversa com o
Ípsilon sobre um livro que é também uma resposta a muito “charlatanismo”
numa área que se convencionou chamar, tantas vezes de forma abusiva, de
ensino da escrita criativa. “Isto é um negócio de auto-ajuda e muitas
vezes essas regras são-nos apresentadas com um grande assertivismo. Eu
tento demostrar no meu livro que grandes autores, dos tais que se
‘devem’ frequentar, como o Maupassant ou o Flaubert ou o Tchékhov,
transgrediram essas normas habituais nos cursos de escrita criativa — e
transgrediram em grande, a ponto de muitas vezes fazerem o contrário”,
continua Mário de Carvalho, cauteloso sempre que usa a palavra “deve-se”
a não ser quando se trata do dever de se conhecer, enquanto leitor,
obras fundadoras.
Partindo de exemplos de obras que considera referências literárias (e aqui é preciso ter sempre em conta alguma subjectividade, a da escolha do autor), Mário de Carvalho dá uma enorme e completa aula de escrita. Dividido em seis capítulos, por sua vez subdivididos em 59 pontos práticos, o guia agora publicado desmonta o trabalho oficinal por trás de uma obra de ficção. Dá conselhos, aponta erros comuns, desfaz ideias feitas, mostra que o óbvio nem sempre é assim tão clarividente, revela dicas para o bom uso da língua e os efeitos que cada decisão tem na obra de ficção que se está a construir. No tom provocatório que Mário de Carvalho gosta de colocar no que faz e diz, este podia se um guia comportamental. Mas Mário de Carvalho prefere a justificação simples e clara: “Partindo da minha já longa experiência de escrita e de todas as contingências pelas quais o escritor passa, pensei que poderia ter interesse, nomeadamente para jovens autores, mas até para o próprio leitor, perceber a génese destas coisas."
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Dos traçados geométricos de uma vida, o legado de quem deu a voz à poesia e desenhou o rosto dos poetas e dos músicos
no podcast SONS DA ESCRITA
http://www.jamor.eu/se/
"Continuo a olhar os barcos e as nuvens.
Desgraçadamente, temos quase tudo para esquecer e, apenas, uma ou duas coisas para lembrar.
É entre o esquecer e o lembrar que nos encontramos, nesse território da memória irremediável, causa perdida, afinal. Mas sempre viva."
José António Moreira (1950-2014)
http://www.jamor.eu/se/
"Continuo a olhar os barcos e as nuvens.
Desgraçadamente, temos quase tudo para esquecer e, apenas, uma ou duas coisas para lembrar.
É entre o esquecer e o lembrar que nos encontramos, nesse território da memória irremediável, causa perdida, afinal. Mas sempre viva."
José António Moreira (1950-2014)
sábado, 15 de novembro de 2014
"EIS A CIÊNCIA DA POESIA"
"O tempo só anda de ida.
A gente nasce, cresce, envelhece e morre.
Pra não morrer é só amarrar o tempo no poste.
Eis a ciência da poesia:
amarrar o tempo no poste."
Manoel de Barros, grande poeta brasileiro, morreu no dia 13 de novembro, em Campo Grande; faria 98 anos no mês de dezembro.
O MENINO QUE CARREGAVA ÁGUA NA PENEIRA
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
![]() |
No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
![]() |
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai encher os
vazios com as suas peraltagens
vazios com as suas peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus despropósitos.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
O MURO DE BERLIM CAIU HÁ 25 ANOS
Uma cidade, um Muro, dois mundos durante 28 anos
(Graça Andrade Ramos, RTP)
"Depois de completo, o Muro estendia-se por
mais de 155 quilómetros, cortando estradas e linhas férreas.
Expressando a divisão do mundo em dois blocos".
O Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer) era uma barreira física construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental - comunista) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental (capitalista), separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), encabeçado pelos Estados Unidos; e a República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países comunistas sob julgo do regime soviético.
Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro era patrulhado por militares da Alemanha Oriental Comunista com ordens de atirar para matar (a célebre Schießbefehl ou "Ordem 101") os que tentassem escapar, o que provocou, segundo dados do regime comunista, a morte a 80 pessoas, 112 feridos e milhares aprisionados nas diversas tentativas de fuga para o ocidente capitalista, além de separar, até sua queda, dezenas de milhares de famílias berlinenses que ficaram divididas e sem contato algum. Os números de mortos, feridos e presos é controverso pois os dados oficiais do fechado regime comunista são contestados por diversos órgãos internacionais de Direitos Humanos
IN WIKIPEDIA
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Concurso Nacional de Leitura - 9ª edição
Já estão abertas as inscrições para o CNL 2014-2015.
Informa-te! Participa!
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
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