O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) é assinalado hoje, em Lisboa, com a afixação de poemas de autores de Língua Portuguesa nos autocarros, metropolitano e barcos.
CULTURA

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Em 2015 as celebrações do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, a 5 de maio, realizam-se em cerca de três dezenas de países, com o apoio ou por iniciativa da rede do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.Esta data comemorativa foi instituída a 20 de julho de 2009, por resolução da XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da organização, realizada na Cidade da Praia, Cabo Verde. Esta decisão fundamenta-se no facto de a língua portuguesa constituir, entre os povos da comunidade, “um vínculo histórico e um património comum resultantes de uma convivência multissecular que deve ser valorizada”.

HISTÓRIA DAS PALAVRAS
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As mulheres e os homens estavam espalhados pela Terra.
Uns estavam maravilhados, outros tinham-se cansado. Os que estavam maravilhados abriam a boca, Os que se tinham cansado também abriam a boca. Ambos abriam a boca. Houve um homem sozinho que se pôs a espreitar esta diferença - havia pessoas maravilhadas e outras que estavam cansadas. Depois ainda espreitou melhor: Todas as pessoas estavam maravilhadas, depois não sabiam aguentar-se maravilhadas e ficavam cansadas. As pessoas estavam tristes ou alegres conforme a luz para cada um - mais luz, alegres – menos luz, tristes. O homem sozinho ficou a pensar nesta diferença. Para não esquecer, fez uns sinais numa pedra. Este homem sozinho era da minha raça – era um Egípcio! Os sinais que ele gravou na pedra para medir a luz por dentro das pessoas Chamaram-se hieróglifos. Mais tarde veio outro homem sozinho que tornou estes sinais ainda mais fáceis. Fez vinte e dois sinais que bastavam para todas as combinações que há ao Sol. Este homem sozinho era da minha raça – era um Fenício. Cada um dos vinte e dois sinais era uma letra. Cada combinação de letras uma palavra. Todos os dias faz anos que foram inventadas as palavras. É preciso festejar todos os dias o centenário das
palavras.
Almada Negreiros
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