Abril de Sim Abril de Não
Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.
Manuel Alegre
30 Anos de Poesia
Publicações Dom Quixote
**************************Blog da Biblioteca Escolar da Esc. Sec. José Estêvão - Aveiro************************* Visite também: http://bibliote51.wixsite.com/bibliotecaesje
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sábado, 25 de abril de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
25 de abril - 41 anos de revolução, 40 anos de eleições livres
Em 25 de abril de 1975, um ano após a revolução, o MFA cumpria a sua promessa de eleições livres, democráticas e justas, por sufrágio direto e universal.
Após meio século de ditadura, o povo saía à rua. A Assembleia Constituinte aleita elaborou a Constituição ainda em vigor; assim se arquitetou o futuro que nos coube viver hoje.
Sugestão de leitura - revista "Visão"
Após meio século de ditadura, o povo saía à rua. A Assembleia Constituinte aleita elaborou a Constituição ainda em vigor; assim se arquitetou o futuro que nos coube viver hoje.
Sugestão de leitura - revista "Visão"
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Jerónimos, a epopeia da pedra
Vasco da Gama descobriu nos mares o caminho para chegar à Índia e o Mosteiro dos Jerónimos nasceu para glorificar o achado e a visão de um rei. Obra-prima do Manuelino, não há nada que se lhe compare em Portugal. Em 1983 tornou-se Património da Humanidade.
Património da Humanidade.
http://ensina.rtp.pt/artigo/patrimonio-mundial-portugues-mosteiro-dos-jeronimos/
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
A Restauração de 1640
A dinastia espanhola dos Filipes governou o país entre 1580 e 1640, altura em que o futuro D. João IV liderou uma revolta que afastou os castelhanos do trono
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Cronologia dos descobrimentos portugueses
http://ensina.rtp.pt/artigo/timeline-descobrimentos/
Quando s precisamos de perceber o plano da história de Os Lusíadas (Camões), por exemplo, ou da Mensagem (Fernando Pessoa), a contextualização histórica pode cimentar noções espácio-temporais ...
Quando s precisamos de perceber o plano da história de Os Lusíadas (Camões), por exemplo, ou da Mensagem (Fernando Pessoa), a contextualização histórica pode cimentar noções espácio-temporais ...
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
"DIAS DA MEMÓRIA"
É um projeto europeu em que é parceiro o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa; está a criar um banco de histórias familiares relacionadas com a guerra de 1914-18.
O apelo está feito: quem tem objetos, deve contactar
memoriasguerra@portugal1914.org
sexta-feira, 25 de abril de 2014
abril não é só um mês...
passam hoje 40 anos sobre a Revolução de 25 de abril de 1974
Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido
Aquele que deu tudo e não pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite
Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício
Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessoa disse

CAPITÃO SALGUEIRO MAIA
(João de Melo , In JL, p. 8)
Preciso de o dizer e repetir baixinho, de lentamente o repetir dentro de mim, baixinho e em presença dos meus sentidos, a fim de que tudo deixe de ser apenas um sonho e se transforme pouco a pouco em realidade. Sei que devo entrar de madrugada na cidade adormecida, contornar rotundas e passar os cruzamentos que me levam para o centro, e pensar que tudo o que está a acontecer-me vai a caminho da verdade, sob o imperativo de quem ordena e exige que chegue a hora de o tempo e o sonho serem só isso – tempo e sonho de um país que se perdeu de si e da sua vontade. Os homens sob meu comando não são mais que sombras de si mesmos; a arma que empunham, um engenho fora de combate; os carros, uns modestos inventos nossos, brinquedos que todos, um dia, sonhámos – na memória daquelas guerras em que também eu fui um homem anterior, em tudo diferente de mim. O que sou agora é um exercício, uma parte experiente, um resumo do que outrora fui: o guerreiro tímido e assustado que no corpo traz o medo-sonho da missão noturna que os queridos companheiros me confiaram e que comigo discutiram e planearam com o secreto e devido pormenor. Tendo-me perguntado se queria livremente embarcar na noite temerária do golpe militar, eu de pronto lhes disse que sim, contassem comigo; para trabalhos, perigos e segredos em que nem eu neles acreditasse ou deles viesse a ter memória. Eles assim fizeram.
Vim à cidade para tomar a cidade. Visito ruas e casas para vigiar o sono, o silêncio, a tranquilidade das ruas e das casas. Ocuparei posições nos bairros antigos de Lisboa, cercando as ruas baixas que vão do Rossio ao movimento secreto dos barcos no rio; pelos vultos das sentinelas e pelos passos dos agentes duplos, irei até ao fundo da Grande Noite portuguesa que dura – disseram-me os mais velhos- há 48 anos soturnos, ao longo dos quais todos fomos sendo postos de parte, fora da vontade, da raiz, da moral e da história.
E mais me disseram os queridos companheiros que devia dispersar por ali os homens certos e os comandos por mim escolhidos, a cortar o trânsito das ruas e a vigiar os barcos que na altura vogassem no rio – com o que se poria a cidade suspensa, enchendo-se de boatos e vozes dos próprios remorsos, a um tempo tranquila e em estado de angústia. Mandarei apontar ao Tejo os dois formidáveis canhões da guarnição; guardarem as esquinas os meus soldados mais afoitos e experientes; e emboscarem-se, na sombra dos muros, os rostos lívidos e determinados. Os demais, por mim chamados e escolhidos, subirão comigo às zonas do perigo, onde se cumprirá uma única de todas as vontades em confronto.
É muito simples a minha ideia: cercar o quartel de guarda nacional, dar-lhe um ultimato para que se renda e me entregue as suas armas, e depois ficar ali a encher-me de paciência, fome, desconforto, sono e frio, atento ao que der e vier. Quando me meti nos trabalhos desta missão, jurei que nela iria até ao fim. Empenhei nisso a palavra e a vida. Sabia-me sujeito tanto a perder-me como a salvar-me – sendo-me claramente dito que podia tratar-se de uma viagem longa, louca e sem regresso, feita daquele alvoroço que antecede o definitivo e fatal esquecimento. O qual só dá passagem para onde a morte é escura e irreversível. Por isso me despedi da mulher e das filhas. Disposto a morrer por elas, eis-me contra isto, para melhor ser por isto. Faz sentido a gente morrer por algo que ame; eu fui sempre, do primeiro dia da infância até esta madrugada de 25 de Abril de 1974, preparado tanto para o amor como para a morte.
«Se preciso for» - sublinharam os queridos companheiros - ,«alinhas os carros de combate no Largo do Carmo, apontas os canhões aos portados e à fachada da fortificação, dás ordem de fogo aos teus, e que haja choro e ranger de dentes lá dentro – e gritos e braços erguidos, cá fora, nos vivas à liberdade; e vozes saídas da clandestinidade para berrarem bem alto que o povo unido jamais será vencido.»
Pode ser que eu morra varrido por uma rajada de metralhadora ou pela bala do atirador solitário que ficará para contar a história. Ainda assim, morrerei a meio do maior de todos os gestos da minha vida. Mas pode acontecer o contrário de tudo isso: vir um mar de povo, erguerem-se as vozes, encherem-se de flores os canos das espingardas e não ser preciso matar nem morrer, nem tomar de assalto a corte, nem dar voz de prisão ao rei e aos seus vassalos. Dizem que em missões como esta vem sempre alguém dizer que o rei vai nu e que o reino velho, se lhe dão os ventos da agonia, logo de seus fios e cerzidos se desprende.
Preveniram-me os queridos e honestos companheiros contra a loucura e o desespero da polícia política, sangrentos cães beligerantes do ditador. Eu sei que, para eles, defender o reino não é só uma questão de brio, mas uma ideia de grandeza proporcional à crueldade e à estupidez do todo-poderoso. Vim, na condição de oficial e cavalheiro, para dar voz de prisão aos ditadores, não para os julgar ou abater. Oficial e cavalheiro que sou, entrarei nos largos portões do Carmo, e a ninguém saudarei pelo caminho até estar certo de o fazer com a dignidade que passa do vencedor ao vencido. Quando chegar à presença do todo-poderoso, acederei a fazer-lhe uma pequena mesura, uma discreta vénia de cabeça, como se ainda pudesse confortá-lo com o olhar, antes de lhe exigir que se renda e se confie aos meus cuidados. Não que goste dele ou tenha pena da sua velhice, ou me mova qualquer piedade sobre as injustiças e os danos que ao povo causou – mas tratá-lo-ei sempre por Vossa Majestade ou por Vossa Excelência. Se me perguntar de onde venho e a quem devo obediência, qual a minha condição e como me chamo, responderei a Sua Excelência que venho de Santarém, às ordens do Movimento das Forças Armadas, tenho o posto de capitão e o meu nome é Salgueiro Maia.
A Salgueiro Maia
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
respeitou o vencido
Aquele que deu tudo e não pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite
Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício
Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessoa disse
CAPITÃO SALGUEIRO MAIA
(João de Melo , In JL, p. 8)
Preciso de o dizer e repetir baixinho, de lentamente o repetir dentro de mim, baixinho e em presença dos meus sentidos, a fim de que tudo deixe de ser apenas um sonho e se transforme pouco a pouco em realidade. Sei que devo entrar de madrugada na cidade adormecida, contornar rotundas e passar os cruzamentos que me levam para o centro, e pensar que tudo o que está a acontecer-me vai a caminho da verdade, sob o imperativo de quem ordena e exige que chegue a hora de o tempo e o sonho serem só isso – tempo e sonho de um país que se perdeu de si e da sua vontade. Os homens sob meu comando não são mais que sombras de si mesmos; a arma que empunham, um engenho fora de combate; os carros, uns modestos inventos nossos, brinquedos que todos, um dia, sonhámos – na memória daquelas guerras em que também eu fui um homem anterior, em tudo diferente de mim. O que sou agora é um exercício, uma parte experiente, um resumo do que outrora fui: o guerreiro tímido e assustado que no corpo traz o medo-sonho da missão noturna que os queridos companheiros me confiaram e que comigo discutiram e planearam com o secreto e devido pormenor. Tendo-me perguntado se queria livremente embarcar na noite temerária do golpe militar, eu de pronto lhes disse que sim, contassem comigo; para trabalhos, perigos e segredos em que nem eu neles acreditasse ou deles viesse a ter memória. Eles assim fizeram.
Vim à cidade para tomar a cidade. Visito ruas e casas para vigiar o sono, o silêncio, a tranquilidade das ruas e das casas. Ocuparei posições nos bairros antigos de Lisboa, cercando as ruas baixas que vão do Rossio ao movimento secreto dos barcos no rio; pelos vultos das sentinelas e pelos passos dos agentes duplos, irei até ao fundo da Grande Noite portuguesa que dura – disseram-me os mais velhos- há 48 anos soturnos, ao longo dos quais todos fomos sendo postos de parte, fora da vontade, da raiz, da moral e da história.
E mais me disseram os queridos companheiros que devia dispersar por ali os homens certos e os comandos por mim escolhidos, a cortar o trânsito das ruas e a vigiar os barcos que na altura vogassem no rio – com o que se poria a cidade suspensa, enchendo-se de boatos e vozes dos próprios remorsos, a um tempo tranquila e em estado de angústia. Mandarei apontar ao Tejo os dois formidáveis canhões da guarnição; guardarem as esquinas os meus soldados mais afoitos e experientes; e emboscarem-se, na sombra dos muros, os rostos lívidos e determinados. Os demais, por mim chamados e escolhidos, subirão comigo às zonas do perigo, onde se cumprirá uma única de todas as vontades em confronto.
É muito simples a minha ideia: cercar o quartel de guarda nacional, dar-lhe um ultimato para que se renda e me entregue as suas armas, e depois ficar ali a encher-me de paciência, fome, desconforto, sono e frio, atento ao que der e vier. Quando me meti nos trabalhos desta missão, jurei que nela iria até ao fim. Empenhei nisso a palavra e a vida. Sabia-me sujeito tanto a perder-me como a salvar-me – sendo-me claramente dito que podia tratar-se de uma viagem longa, louca e sem regresso, feita daquele alvoroço que antecede o definitivo e fatal esquecimento. O qual só dá passagem para onde a morte é escura e irreversível. Por isso me despedi da mulher e das filhas. Disposto a morrer por elas, eis-me contra isto, para melhor ser por isto. Faz sentido a gente morrer por algo que ame; eu fui sempre, do primeiro dia da infância até esta madrugada de 25 de Abril de 1974, preparado tanto para o amor como para a morte.
«Se preciso for» - sublinharam os queridos companheiros - ,«alinhas os carros de combate no Largo do Carmo, apontas os canhões aos portados e à fachada da fortificação, dás ordem de fogo aos teus, e que haja choro e ranger de dentes lá dentro – e gritos e braços erguidos, cá fora, nos vivas à liberdade; e vozes saídas da clandestinidade para berrarem bem alto que o povo unido jamais será vencido.»
Pode ser que eu morra varrido por uma rajada de metralhadora ou pela bala do atirador solitário que ficará para contar a história. Ainda assim, morrerei a meio do maior de todos os gestos da minha vida. Mas pode acontecer o contrário de tudo isso: vir um mar de povo, erguerem-se as vozes, encherem-se de flores os canos das espingardas e não ser preciso matar nem morrer, nem tomar de assalto a corte, nem dar voz de prisão ao rei e aos seus vassalos. Dizem que em missões como esta vem sempre alguém dizer que o rei vai nu e que o reino velho, se lhe dão os ventos da agonia, logo de seus fios e cerzidos se desprende.
Preveniram-me os queridos e honestos companheiros contra a loucura e o desespero da polícia política, sangrentos cães beligerantes do ditador. Eu sei que, para eles, defender o reino não é só uma questão de brio, mas uma ideia de grandeza proporcional à crueldade e à estupidez do todo-poderoso. Vim, na condição de oficial e cavalheiro, para dar voz de prisão aos ditadores, não para os julgar ou abater. Oficial e cavalheiro que sou, entrarei nos largos portões do Carmo, e a ninguém saudarei pelo caminho até estar certo de o fazer com a dignidade que passa do vencedor ao vencido. Quando chegar à presença do todo-poderoso, acederei a fazer-lhe uma pequena mesura, uma discreta vénia de cabeça, como se ainda pudesse confortá-lo com o olhar, antes de lhe exigir que se renda e se confie aos meus cuidados. Não que goste dele ou tenha pena da sua velhice, ou me mova qualquer piedade sobre as injustiças e os danos que ao povo causou – mas tratá-lo-ei sempre por Vossa Majestade ou por Vossa Excelência. Se me perguntar de onde venho e a quem devo obediência, qual a minha condição e como me chamo, responderei a Sua Excelência que venho de Santarém, às ordens do Movimento das Forças Armadas, tenho o posto de capitão e o meu nome é Salgueiro Maia.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA DE AVEIRO
É já neste sábado, 7 de Dezembro, que a partir das 9H30 terá lugar no Auditório do ISCA, na Universidade de Aveiro, o Colóquio 1973-2013 – 40 ANOS DO III CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA. O Centro de Documentação 25 de Abril integra a organização do evento, organizando uma exposição virtual cujo endereço divulgaremos até amanhã. PROGRAMA 09:00 – Entrega de documentação 09:30 – Sessão de abertura João Paulo Avelãs Nunes, Comissão Organizadora do colóquio Rui Santiago, Diretor do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da UA, Ribau Esteves, Presidente da Câmara Municipal de Aveiro Manuel Assunção, Reitor da Universidade de Aveiro 10:00 – Exposição virtual sobre o III Congresso da Oposição Democrática (Centro de Documentação 25 Abril), Rui Bebiano 10:15 – Painel 1: Testemunhos moderadora: Irene Pimentel Mário Sacramento, o homem e o cidadão: os Congressos Democráticos, Flávio Sardo Aveiro e os Congressos Democráticos, António Neto Brandão José Tengarrinha Pedro Coelho Vítor Dias 13.00 – Almoço (10 Euros, com inscrição prévia) 14:30 – Painel 2: Investigadores moderadora: Helena Pato Fernando Rosas José Pacheco Pereira Luís Reis Torgal Luísa Tiago de Oliveira 16:00 – Debate 16:30 – Intervalo [para café] 16:45 – Painel 3: Situação política atual moderador: João Salis Gomes Frei Bento Domingues Manuel Carvalho da Silva Pedro Adão e Silva Rui Tavares Tatiana Moutinho 18:30 – Debate 19:00 – Encerramento ORGANIZAÇÃO Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra Centro de Estudos de História Contemporânea | Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX – Universidade de Coimbra Centro de Estudos Sociais – Universidade de Coimbra Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território – Universidade de Aveiro Instituto de História Contemporânea | Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa Não Apaguem a Memória Seara Nova
FONTE:
https://www.facebook.com/cd25a
domingo, 10 de novembro de 2013
ÁLVARO CUNHAL FARIA HOJE 100 ANOS
Dizem alguns que tu foste uma lenda arrancada das páginas da história. Que a tua palavra ardia como uma tocha, às vezes como uma lança cravada na carne de ignomínia. Eu diria apenas que foste a encarnação dum sonho, o rosto humano da utopia.
Albano Martins
desenho de Álvaro Siza Vieira
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Selos evocam e homenageiam ativistas dos direitos femininos dos primeiros tempos da República
A instituição da República, em 1910, revelou uma geração de
mulheres que se distinguiram pelo seu ativismo, fundamental para a conquista de
direitos cívicos e políticos das mulheres portuguesas; a sua ação e testemunho tornaram-nas figuras indelevelmente associadas à história da República.
Angelina Vidal, professora, jornalista e propagandista dos direitos dos operários, nomeadamente das mulheres, é a figura escolhida para o selo de 68 cêntimos e no de 80 cêntimos aparece Carolina Beatriz Ângelo, a primeira médica a operar no Hospital de São José e primeira eleitora portuguesa, em 1911, que esteve à frente da Associação de Propaganda Feminista.
A primeira mulher admitida como professora universitária na Faculdade de Letras de Coimbra foi a romancista Carolina Michaëlis de Vasconcelos, cujo rosto ilustra o selo de 1 euro.
O bloco filatélico, com o valor de 2,30 euros, recorda mais dois nomes ilustres dos primeiros tempos da República, a jornalista Virgínia Quaresma, uma das primeiras mulheres a licenciarem-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que se distinguiu pelas suas reportagens de teor politico e social, designadamente em O Século e em A Capital, e a escritora Emília de Sousa Costa, que contribuiu para a criação da Caixa de Auxílio a Raparigas Estudantes Pobres, lecionou na Tutoria Central de Lisboa e pertenceu ao Conselho Central da Federação Nacional dos Amigos das Crianças.
A coleção é constituída por seis selos e um bloco filatélico, que engloba
outros dois selos.
Dois dos selos, com o valor de 32 cêntimos, evocam as figuras de Maria
Veleda e Adelaide Cabete. A primeira, professora do ensino primário e escritora
para crianças, fez parte da Liga Republicana de Mulheres Portuguesas e do Grupo
Português de Estudos Feministas, sendo defensora da emancipação e participação
política das mulheres. A segunda era médica ginecologista e professora e lutou
contra o flagelo da mortalidade infantil, do alcoolismo feminino e da
prostituição, fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e o Conselho
Nacional das Mulheres Portuguesas e organizou o I Congresso Feminista e de
Educação.
O selo de 57 cêntimos recorda Ana de Castro Osório, escritora e defensora
dos ideais republicanos, que fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas
e esteve ligada a outros movimentos feministas.Angelina Vidal, professora, jornalista e propagandista dos direitos dos operários, nomeadamente das mulheres, é a figura escolhida para o selo de 68 cêntimos e no de 80 cêntimos aparece Carolina Beatriz Ângelo, a primeira médica a operar no Hospital de São José e primeira eleitora portuguesa, em 1911, que esteve à frente da Associação de Propaganda Feminista.
A primeira mulher admitida como professora universitária na Faculdade de Letras de Coimbra foi a romancista Carolina Michaëlis de Vasconcelos, cujo rosto ilustra o selo de 1 euro.
O bloco filatélico, com o valor de 2,30 euros, recorda mais dois nomes ilustres dos primeiros tempos da República, a jornalista Virgínia Quaresma, uma das primeiras mulheres a licenciarem-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que se distinguiu pelas suas reportagens de teor politico e social, designadamente em O Século e em A Capital, e a escritora Emília de Sousa Costa, que contribuiu para a criação da Caixa de Auxílio a Raparigas Estudantes Pobres, lecionou na Tutoria Central de Lisboa e pertenceu ao Conselho Central da Federação Nacional dos Amigos das Crianças.
A coleção tem desenho gráfico de Vasco Marques, da Folk Design sobre fotos
da revista Modas e Bordados, do Diário de Notícias, do Radical e do arquivo da
Voz do Operário.
A fixar:
- Adelaide Cabete (1867-1935), médica ginecologista, professora e grande feminista, lutou contra o flagelo da mortalidade infantil, do alcoolismo feminino e da prostituição, fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e organizou o I Congresso Feminista e de Educação;
- Ana de Castro Osório (1872-1935), escritora, em especial de literatura infantil, editora, pedagoga, publicista, conferencista, defensora dos ideais republicanos, fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e esteve ligada a outros movimentos feministas;
- Angelina Vidal (1853-1917), professora, jornalista e propagandista dos direitos dos operários, nomeadamente das mulheres, republicana assumida com intervenções públicas de cariz social;
- Carolina Beatriz Ângelo (1877-1911), médica (a primeira a operar no Hospital de S. José) e primeira eleitora portuguesa, em 1911, pertenceu a várias organizações feministas, tendo dirigido a Associação de Propaganda Feminista;
- Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925), romancista, destacou-se no ensino, tendo sido a primeira mulher admitida como professora universitária na Faculdade de Letras de Coimbra;
- Emília de Sousa Costa (1877-1959), escritora e defensora da educação feminina, contribuiu para a criação da Caixa de Auxílio a Raparigas Estudantes Pobres, lecionou na Tutoria Central de Lisboa, instituição para crianças delinquentes ou abandonadas e pertenceu ao Conselho Central da Federação Nacional dos Amigos das Crianças;
- Maria Veleda (1871-1955), professora do ensino primário, escritora para crianças, fez parte da Liga Republicana de Mulheres Portuguesas e do Grupo Português de Estudos Feministas, sendo defensora da emancipação e participação política das mulheres;
- Virgínia Quaresma (1882-1973), jornalista, distinguiu-se pelas suas reportagens de teor político e social, designadamente em O Século e em A Capital e, também, no Brasil. Foi das primeiras mulheres a licenciarem-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo sido condecorada com a Ordem de Santiago pelos serviços prestados ao país durante a Grande Guerra.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Maria Lamas
O que sabemos desta excepcional mulher combativa, precursora da auto-afirmação das mulheres na vida pública internacional?
MARIA LAMAS (1893-1993) foi uma mulher que rompeu com os tabus da sua geração, mãe, cuidadora e amiga, atenta a diferentes gerações, amante livre de preconceitos, jornalista, escritora, intelectual, activista comprometida com a democratização e com a paz .
Nascida em 1893, em Torres Novas, parte para o sul de Angola, com o marido, militar, no início da República. Terá a primeira filha em Luanda (1911) e a segunda na Metrópole. Dissolvido o casamento, volta a casar em 1921, tem a terceira filha e torna-se uma das primeiras jornalistas portuguesas. Publica poemas, novelas e romances e organiza exposições sobre o trabalho e a escrita das mulheres em Portugal e no mundo. Virá a dirigir a revista "Modas e Bordados" até ser demitida por ordem de Salazar. Pesquisa e publica um aprofundado estudo: "As Mulheres do meu país" e adere aos movimentos democráticos do pós-guerra. Seis vezes presa pela PIDE, vê-se forçada a permanecer na Madeira e, mais tarde, a exilar-se em Paris, onde viverá o Maio de 1968, e onde será a "mãe" de muitos dos refugiados políticos.
Jornalista, contista e poetisa, Maria Conceição Vassalo e Silva de seu nome, Lamas após o segundo casamento, ocupa um dos primeiros lugares na poligrafia feminina portuguesa do século XX, quer pela expressão multifacetada da sua obra, quer pela coerência da sua intervenção cívica e política. Devotada por mais de meio século ao serviço das letras e da causa da educação e dignificação da Mulher em Portugal, deixou extensa colaboração impressa em livros, jornais e revistas entre os anos 20 e 70.
O seu espólio (67 cx. à guarda da Biblioteca Nacional)) conserva um significativo conjunto de cartas de e para Maria Lamas, manuscritos, vasto arquivo fotográfico, impressos, documentos biográficos e manuscritos de terceiros.
Fonte:
https://www.facebook.com/pages/MARIA-LAMAS/514011695355290?id=514011695355290&sk=info
Hoje celebra-se o DIA NACIONAL DOS CASTELOS
Neste dia é possível visitar
gratuitamente alguns castelos portugueses e conhecer um pouco mais da
história destes edifícios emblemáticos da história portuguesa.
Desde
1984 que o Dia Nacional dos Castelos se comemora em Outubro e tem como
objetivo promover, em todo o país, iniciativas que visam a reflexão sobre
o património fortificado.
Os castelos são testemunhos da memória coletiva dos povos e representam uma importante referência arquitetónica, histórica, cultural e simbólica de um país
Os castelos são testemunhos da memória coletiva dos povos e representam uma importante referência arquitetónica, histórica, cultural e simbólica de um país
Lisboa Story Centre, in
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![É já neste sábado, 7 de Dezembro, que a partir das 9H30 terá lugar no Auditório do ISCA, na Universidade de Aveiro, o Colóquio 1973-2013 – 40 ANOS DO III CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA.
O Centro de Documentação 25 de Abril integra a organização do evento, organizando uma exposição virtual cujo endereço divulgaremos até amanhã.
PROGRAMA
09:00 – Entrega de documentação
09:30 – Sessão de abertura
João Paulo Avelãs Nunes, Comissão Organizadora do colóquio
Rui Santiago, Diretor do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da UA
Ribau Esteves, Presidente da Câmara Municipal de Aveiro
Manuel Assunção, Reitor da Universidade de Aveiro
10:00 – Exposição virtual sobre o III Congresso da Oposição Democrática
(Centro de Documentação 25 Abril), Rui Bebiano
10:15 – Painel 1: Testemunhos
moderadora: Irene Pimentel
Mário Sacramento, o homem e o cidadão: os Congressos Democráticos, Flávio Sardo
Aveiro e os Congressos Democráticos, António Neto Brandão
José Tengarrinha
Pedro Coelho
Vítor Dias
13.00 – Almoço (10 Euros, com inscrição prévia)
14:30 – Painel 2: Investigadores
moderadora: Helena Pato
Fernando Rosas
José Pacheco Pereira
Luís Reis Torgal
Luísa Tiago de Oliveira
16:00 – Debate
16:30 – Intervalo [para café]
16:45 – Painel 3: Situação política atual
moderador: João Salis Gomes
Frei Bento Domingues
Manuel Carvalho da Silva
Pedro Adão e Silva
Rui Tavares
Tatiana Moutinho
18:30 – Debate
19:00 – Encerramento
ORGANIZAÇÃO
Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra
Centro de Estudos de História Contemporânea | Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX – Universidade de Coimbra
Centro de Estudos Sociais – Universidade de Coimbra
Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território – Universidade de Aveiro
Instituto de História Contemporânea | Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa
Não Apaguem a Memória
Seara Nova](https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/p280x280/600899_577760672292329_868260937_n.jpg)







