Na roda do tempo, no ciclo das estações, setembro é mês de regresso à escola, é tempo de (re)começar.
2018/19 está aí. BOM ANO LETIVO!
**************************Blog da Biblioteca Escolar da Esc. Sec. José Estêvão - Aveiro************************* Visite também: http://bibliote51.wixsite.com/bibliotecaesje
HISTÓRIA DAS PALAVRAS
| |||
As mulheres e os homens estavam espalhados pela Terra.
Uns estavam maravilhados, outros tinham-se cansado. Os que estavam maravilhados abriam a boca, Os que se tinham cansado também abriam a boca. Ambos abriam a boca. Houve um homem sozinho que se pôs a espreitar esta diferença - havia pessoas maravilhadas e outras que estavam cansadas. Depois ainda espreitou melhor: Todas as pessoas estavam maravilhadas, depois não sabiam aguentar-se maravilhadas e ficavam cansadas. As pessoas estavam tristes ou alegres conforme a luz para cada um - mais luz, alegres – menos luz, tristes. O homem sozinho ficou a pensar nesta diferença. Para não esquecer, fez uns sinais numa pedra. Este homem sozinho era da minha raça – era um Egípcio! Os sinais que ele gravou na pedra para medir a luz por dentro das pessoas Chamaram-se hieróglifos. Mais tarde veio outro homem sozinho que tornou estes sinais ainda mais fáceis. Fez vinte e dois sinais que bastavam para todas as combinações que há ao Sol. Este homem sozinho era da minha raça – era um Fenício. Cada um dos vinte e dois sinais era uma letra. Cada combinação de letras uma palavra. Todos os dias faz anos que foram inventadas as palavras. É preciso festejar todos os dias o centenário das
palavras.
Almada Negreiros
|
O presidente Barak Obama falou assim aos
alunos dos EUA em setembro de 2009; porque julgamos que ainda se mantém atual a pertinência da sua mensagem, aqui a publicamos:
| ||||||
| ||||||
Sabia que queria fazer algo que demonstrasse a pluralidade deste poeta. Assim, concebi o próprio Fernando Pessoa e três dos seus heterónimos a tentarem sair do seu imaginário (neste caso a cabeça), porque querem ser conhecidos por eles próprios (não estarem na sombra do poeta, querem ganhar vida). Como se sentem aprisionados, tal como o poeta os criou, construí uma cabeça em arame que faz lembrar uma cela, e é daí que tentam sair dois dos heterónimos - já que Alberto Caeiro se perdeu a contemplar o céu.