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quinta-feira, 12 de junho de 2014

A «Matemática dos Nossos Avós»

A «Matemática dos Nossos Avós»

As tradicionais rendas, os bordados, a cestaria, a calçada portuguesa, encerram uma geometria que está agora a ser alvo de uma recolha sistemática. A iniciativa, «Matemática dos Nossos Avós» inserida no Ano Internacional da Matemática do Planeta Terra, pretende também identificar unidades de medida em desuso e recolher textos em forma de provérbio, adivinha ou lengalenga.

Ana Clara; Fotos: IELT | domingo, 10 de Fevereiro de 2013 IN 

«A Matemática dos Nossos Avós» consiste em desvendar a geometria subjacente a algumas expressões da nossa cultura tradicional. Falamos de peças em cestaria, de trabalhos em rendas, de bordados, decorações de casas ou até mesmo da tradicional calçada portuguesa. Um trabalho que abrange igualmente a matemática da construção tradicional de casas, pontes, ferramentas ou embarcações portuguesas.

 A iniciativa, uma parceria entre o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e o Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (IELT) da Universidade Nova de Lisboa, pretende recolher materiais em forma de texto, áudio ou vídeo, promovendo ao mesmo tempo concursos, colóquios e debates sobre o tema, como explica ao Café Portugal Carlota Simões, coordenadora nacional do Ano da Matemática do Planeta Terra.

«A Matemática dos Nossos Avós» pretende ainda identificar unidades de medida já em desuso, adianta a investigadora, sem especificar, no entanto, algumas medidas, tendo em conta que o projecto arrancou há pouco tempo.

«Esta recuperação é um dos objectivos que temos em mente. Haverá decerto medidas antigas ditas “oficiais” mas é possível que existam medidas regionais que podem ser desconhecidas mesmo por investigadores e que urge estudar», sublinha.

Outra das temáticas é a recolha de textos em forma de provérbio, adivinha ou lengalenga que estejam «relacionados com formas de contar ou medir», tudo, esclarece a responsável com o objectivo de «recolher esse património cultural antes que seja esquecido».

Carlota Simões realça que outra das grandes prioridades deste projecto passa por recolher o material e «torná-lo público, ficando permanentemente online nos sites do Museu da Ciência e do IELT».

«É fundamental criar redes de contactos e trocas de informação entre pessoas e instituições que trabalham na mesma área», sublinha a investigadora.

Já toda a investigação em suporte áudio e vídeo ficará no site Memória Media.

Recorde-se que desde 2009, o Museu da Ciência e o IELT vêm desenvolvendo projectos de recolha de conhecimento dito tradicional no âmbito do Ano Internacional da Astronomia (2009), com a iniciativa «O Céu dos Nossos Avós»; do Ano Internacional da Biodiversidade (2010) com o tema «Os Bichos; do Ano da Química com o projecto «Sopas, Caldos e Mezinhas», e que se prolongou até 2012; e em 2013 o Ano da Matemática do Planeta Terra, com «A matemática dos nossos avós».

Carlota Simões lembra que a estes projectos podem associar-se instituições, «que podem participar de diversas formas: recolhendo materiais em forma de texto, áudio ou vídeo, promovendo concursos, colóquios e debates».

E acrescenta: «instituições como universidades seniores, lares, centros de dia podem ser fundamentais na recolha de materiais, mas também escolas, promovendo o diálogo entre gerações.

No início de cada ano nunca conseguimos prever o impacto que terá o projecto, pois tal depende também das instituições parceiras, mas para este ano que agora começa, temos a vantagem de começar o ano com a publicação de um livro de recolhas de textos com alguma relação com a matemática», referindo-se à obra «Contas X Contos X Cantos e que +», da autoria de Ana Paula Guimarães e Adérito Araújo.

Casa de Anne Frank abre portas na net

Museu do anexo onde a jovem judia se escondeu durante a II Guerra Mundial lançou uma visita virtual aos espaços encobertos em que viveu com a família. Veja o vídeo.
A casa onde Anne Frank viveu durante a II Guerra Mundial vai deixar de ser visitável apenas fisicamente. O museu Anne Frank, com 50 anos de existência e um milhão de visitantes por ano, vai disponibilizar, no website oficial, um "tour" virtual do anexo onde a jovem judia se escondeu das forças Nazis com a família e amigos durante dois anos, entre 1942 e 1944.

 https://www.youtube.com/watch?v=GTpXf5Np3Pw


"Por várias razões, nem todos conseguem visitar o anexo, quer seja devido a limitações físicas, quer por viverem muito longe. E devido ao espaço reduzido, apenas uma pequena fracção do espólio pode ser exposta no museu", pode ler-se na página oficial do Museu Anne Frank, que explica assim a decisão de criar a visita virtual.
O tour virtual apresenta detalhadamente items como as fotografias nas paredes, o padrão da roupa de cama e a cozinha apertada onde as oito pessoas viveram diariamente, sempre com medo de serem descobertas. Para além da mostra virtual do espaço físico, o plano avançado pelo Museu Anne Frank inclui ainda uma base de dados do espólio e uma "Linha de Tempo".
Anne Frank nasceu em 1929 em Frankfurt am Main, Alemanha, tendo posteriormente mudado para Amsterdão, Holanda. Em 1942, devido à chamada da irmã mais velha de Anne, Margot, para um campo de concentração, a família Frank escondeu-se num anexo atrás dos escritórios onde Otto, o pai, trabalhava. A eles juntaram-se Fritz Pfeffer e a família Van Pels. 


Fonte: 
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=1555332

Lusa lança arquivo com mais de três milhões de fotografias


Militares nas ruas de Lisboa no 25 de Abril de 1974 Alfredo Cunha/Lusa
A agência Lusa lançou um arquivo com mais de três milhões de imagens da história contemporânea de Portugal e do mundo. A galeria está agora disponível numa versão optimizada para computador, telemóvel e, em breve, televisão. 

A navegação no arquivo fotográfico pode fazer-se através dos destaques da actualidade, por temas, tags ou ainda através de uma cronologia que permite pesquisar imagens por décadas, anos, meses ou mesmo dias.

A primeira fotografia do arquivo data de 1913, mas seguem-se muitas outras, que através da força da imagem e da captação do momento documentam a história mundial e nacional das últimas décadas. Todas as fotos pertencem à Lusa e resultam de uma compilação do trabalho de 28 anos de existência da agência noticiosa.

O arquivo ainda não está disponível na versão televisiva, mas em breve poderá ser consultado no MEO, através do botão azul do comando. As versões web e mobile já podem ser consultadas.
 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ENSINA RTP – Projeto digital de Serviço Público

Resultando da celebração de um protocolo entre o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e a RTP, foi já apresentado ao público o sitedesenvolvido pela RTP (ENSINA RTP), que se dedica ao alojamento e divulgação de conteúdos audiovisuais diretamente ligados a diversas temáticas da área da Educação, vocacionado para todos os alunos, nomeadamente do ensino básico ao ensino secundário, bem como professores, encarregados de educação e público em geral.
Segundo o protocolo, caberá à RTP apoiar as iniciativas do MEC, desde que se verifique a prévia concordância do mesmo, como por exemplo o projeto “Conta-nos uma história”, desenvolvido pela Direção-Geral da Educação. A estação poderá ainda apoiar o desenvolvimento de televisões e rádios escolares, através de ações de formação, realização de visitas de estudo às suas instalações e fornecendo conteúdos de apoio às várias temáticas. Ao MEC caberá divulgar junto das escolas as iniciativas levadas a cabo pela RTP em prol da Educação, como o “Ensina”, apoiar na identificação dos materiais audiovisuais da RTP que melhor se adeqúem aos diversos currículos de ensino, cooperar no desenvolvimento de jogos didáticos e educativos por parte da RTP, promover eventos e iniciativas conjuntas e disponibilizar notícias úteis sobre o setor.
Este novo Projeto digital de Serviço Público apresenta conteúdos que privilegiam a língua, a cultura e a ciência em português, recorrendo a programas já emitidos e pertencentes ao seu acervo arquivístico e a outros que venham a ser produzidos.
Nesta fase de lançamento, o site contempla 800 conteúdos formativos e de carácter pedagógico distribuídos por 10 temas, como seja Artes, Português, Ciência, História, Cidadania, Filosofia, Educação para os Media, Espaço Infantil e Conhecer a RTP e RTP nas Escolas. 
Para além de disponibilizar conteúdos áudio, vídeo, textos, fotos e infografias sobre as mais variantes temáticas, fazem também parte do acervo grandes documentários sobre a história e a cultura portuguesa, entrevistas a escritores cujas obras fazem parte do programa de ensino, séries sobre a língua portuguesa (como o «Cuidado com a Língua»), trabalhos sobre cidadania, programas sobre arte, como a série «Grandes Pintores Portugueses», e algumas reportagens que só a RTP possui, como a erupção do vulcão dos Capelinhos, ou o testemunho inédito de Egas Moniz, assim como alguns projetos feitos nas escolas portuguesas que foram exibidos, em reportagem, nos canais de rádio e TV do Serviço Público e trabalhos desenvolvidos pela Academia RTP.
Numa fase subsequente, os conteúdos existentes no portal deverão ser enriquecidos, recorrendo não só à produção da RTP como também a parcerias com a comunidade educativa.
Esta multiplataforma pode ser utilizada em computadores, tablets smartphones.

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